Você sabia que existem testes clínicos utilizando bioimpressão 3D?

Atualizado: Set 2

Veja aqui os dois ensaios (clinical trials) em andamento. Fonte. www.clinicaltrials.gov



O primeiro projeto "Novel 3D Myeloma Organoid Platform to Study Disease Biology and Perform Chemosensitivity Assays for Patient-specific Car" possui o objetivo de comparar a quimiossensibilidade entre combinações de quimioterapia em aspirados de medula óssea usando modelos organoides 3D.

A hipótese abrangente dos pesquisadores é que os construtos bioimpressos contendo organoides são ideais para testar a quimiossensibilidade em tempo real, para fornecer medicamentos personalizados e orientação no cenário de mieloma múltiplo recidivado e potencialmente outros cânceres.

Quimiossensibilidade são testes em laboratório que medem o número de células tumorais que serão mortas pela quimioterapia.



Nesse estudo as amostras serão usadas para criar construções de organoides 3D usando a tecnologia de bioimpressão para a biofabricação de organoides automatizada usando ácido hialurônico e hidrogel à base de gelatina.


As construções 3D (construtos) permitem um tempo prolongado para simular o ambiente protetor que as células cancerígenas usam para sobreviver na medula óssea. Os construtos 3D serão avaliados em 1, 3 e 5 dias quanto à viabilidade das células do mieloma. Com base em células vivas / mortas usando imagens fluorescentes, a composição de hidrogel será modificada para permitir o meio ideal para a sobrevivência celular ex vivo.


Os objetivos específicos que o estudo deseja elucidar são:

  • Otimizar a técnica de organoides 3D já usadas para recriar tumores de mieloma no laboratório de Medicina Regenerativa.

  • Otimizar a viabilidade celular dos organoides do mieloma para aumentar o tempo disponível na cultura, pesquisando citocinas dos meios de cultura celular e composição da matriz extracelular 3D;

  • Avaliar marcadores tumorais de mieloma em diferentes tempos para confirmar uma representação mais precisa do tumor;

  • Identificar características de expressão genética, mutações únicas e interação tumor-estroma. Isso fornecerá informações sobre as características do tumor para explorar a biologia do tumor e correlacionar com as respostas;

  • Avaliar a quimiossensibilidade nos organoides 3D derivados do paciente.

  • Usando aspirado de medula, avaliar as taxas de viabilidade e de morte celular após serem expostas a combinações de concentrações pré-determinadas.


Financiadores e colaboradores do estudo: Wake Forest University Health Sciences e National Cancer Institute (NCI)

O segundo estudo em andamento quer realizar uma avaliação de coágulo pan-cardiogênico em síndromes coronárias agudas usando bioimpressão e microfluídica.

O infarto Agudo do Miocárdio com supra do segmento ST (STEMI) é uma das principais causas de mortalidade. Embora a presença de trombo em pacientes com STEMI tenha sido associada a resultados adversos, a aspiração rotineira de trombo não se mostrou eficaz. Uma possível explicação pode ser que os pacientes com IAMCSST sejam estratificados por risco.

Portanto, é necessária uma abordagem mais personalizada no tratamento desses pacientes.


Esse estudo visa estabelecer a infraestrutura interdisciplinar necessária para o desenvolvimento de um modelo de estratificação de risco, implementando dados clínicos, laboratoriais e angiográficos com conhecimento molecular obtido pelo uso de tecnologias inovadoras, como dados da tomografia nano / microcomputada e microRNAs circulantes.


Duzentos pacientes com IAMCSST submetidos à aspiração de trombo serão incluídos no estudo e serão acompanhados por um ano nos principais eventos adversos cardíacos e cerebrovasculares (MACCE).


A abordagem proposta explora os mecanismos fisiopatológicos e amplia a compreensão das complexas interações celulares e moleculares no cenário STEMI que, juntamente com parâmetros clínicos, afetam os resultados do paciente. Além disso, permitirá a identificação de certos micro-RNAs circulantes como biomarcadores de doenças cardiovasculares e ajudará os clínicos a estratificar melhor o risco cardiovascular e cerebrovascular de pacientes com IAMEST.

Toda essa informação será incorporada em um modelo in vitro, que será desenvolvido usando metodologias de bioimpressão e microfluídica.


O modelo in vitro 3D facilitará:

  • A exploração aprofundada dos mecanismos fisiopatológicos em pacientes com IAMEST;

  • E a otimização terapêutica de nanocarreadores / nanomedicina inovadores com eficácia trombolítica.


Claramente, o estudo aprimora as abordagens personalizadas da medicina cardiovascular, considerando a avaliação clínica individual de cada paciente, de maneira a aumentar a precisão no diagnóstico e na terapia.


E você? Já pensou onde aplicar a bioimpressão nos seus estudos e empreendimentos?
A tecnologia é totalmente interdisciplinar! Profissionais da indústria farmacêutica, de cosméticos e pesquisadores de ciência básica e aplicada, podem utilizar essa tecnologia para impactar significativamente os seus projetos.







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